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Pronto, surtei com as verdades que enterrei embaixo do meu nariz!

 

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Existem diversos tipo de verdade, aquelas que não queremos ver e aquelas que não conseguimos ver. O primeiro tipo compreende aquele universo de possibilidades que ignoramos, pois sabemos que aquilo irá nos afetar. Temos medo deste tipo de verdade pois ela dói, machuca e acima de tudo, não temos controle. É difícil assumir que falhamos, que estão nos traindo, que não se importam com você! Mas são verdades que precisamos encarar, para corrigi-las, resolver o problema e acima de tudo para nos libertar e crescer!

O segundo tipo de verdade, é aquela que queremos ver mas não conseguimos. Precisamos da ajuda dos outros. Às vezes ela vem de graça, na forma de um elogio, mas na maioria dos casos ela surge nos momentos de crise. Não sabemos muitas de nossas qualidades, e acabamos rodando por vários territórios em busca do nosso verdadeiro eu, sem saber que somos bons em determinada área. Eu tive que escutar da boca de um amigo que era bom em uma coisa, que para mim era natural, para parar de buscar o que queria fazer da vida e me concentrar naquilo. É claro que devemos dar valor as coisas que batalhamos para conseguir, mas as vezes, aquelas coisas inatas, com as quais já nascemos, que formam o nosso verdadeiro eu, não são valorizadas, e acabamos por enterrá-las para que um dia, outro alguém encontre e diga a verdade.

Pronto, surtei! Todos têm problemas!

 

Olá, posso ajudá-lo?

Olá, posso ajudá-lo?

 O ser humano adora competir, até mesmo em quantidade de doença, ou você nunca encontrou alguém se vangloriando por já ter amputado todos os membros do corpo, fora ter sobrevivido à gripe espanhola e a peste negra?

Entretanto, quando o assunto são problemas, de repente, o ranking desaparece. Subitamente, todos passam a ter uma vida perfeita, são cases de superações heróicas que fariam qualquer psicólogo orgulhoso. E quem está compartilhando, de repente, se torna a pior pessoa na face da terra.

Crendices populares, apelações religiosas, morte, sempre temos aquela frase de efeito de casca de bala que resolve o problema, entretanto esquecemos de olhar para baixo e lembrar que nós mesmos somos uma imensa bola de neve mal resolvida.

Alguns relacionamentos se baseiam nisso, as pessoas odeiam escutar conselhos, mas adoram ter seus problemas resolvidos e acabam criando uma relação de dependência que passa a ser chamado por alguns doentes de “amizade”. Claro que às vezes somos obrigados a tomar atitudes pelos outros, mas em muitos casos é só uma desculpa para não resolver nossos problemas. “Não vou sair de casa porque meus pais não vivem sem mim”, “Não vou mudar de emprego porque a empresa precisa de mim”, “Não vou cortar o cabelo assim porque ele não gosta”. Acabamos pegando os problemas dos outros e tratando como se fossem nossos, claro que é difícil terminar essa relação de dependência e claro que tem conseqüências, mas se colocar nessa situação e criar uma falsa impressão de ser indispensável só está criando mais problemas, para você e para a pessoa.

Bem, eu tenho alguns problemas, quer resolve-los?